Agrupamento
Por proposta do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, entre os dias 12 a 15 de março, realizou-se uma visita de estudo à Polónia, visando especificamente Cracóvia e Auschwitz- Birkenau. Na visita participaram alunos do 9º A, das turmas A, B, C e D do 10º ano e alunos da turma D, do 11º ano, por proposta das disciplinas de História, História A, Ciências Naturais e EMRC, acompanhados por professores das mesmas disciplinas.
Em três momentos distintos e orientados por guias locais, os participantes ficaram a conhecer a cidade Velha (Medieval), explorando a Rota Real, que permitiu conhecer lugares únicos na história da cidade: a Basílica de Santa Maria, com o seu trompetista que de hora a hora, invoca memórias da história da cidade; o Mercado dos Panos, centro da maior praça medieval da Europa, as ruas da cidade onde se destacam edifícios renascentistas; o relógio musical astronómico da universidade Jaguelónica localizado no pátio do Collegium Maius; terminando na colina de Wawel, onde se destaca o castelo e a magnifica catedral.
Na visita ao Museu da Fábrica de Schindler, tiveram oportunidade de aprender sobre a vida em Cracóvia sob a ocupação nazi durante a Segunda Guerra Mundial conhecer a história de Oskar Schindler.
Num passeio a pé pelo antigo Gueto de Cracóvia em Podgórze e no bairro Kazimierz, onde se instalaram os judeus perseguidos na Europa da Idade Média, conheceram-se as suas histórias comoventes de vida, coragem e perda, durante a Segunda Guerra Mundial, sinagogas e cemitério judeu, memoriais do Holocausto, a Praça dos Heróis e locais de filmagens da Lista de Schindler.
Momento culminante da viagem foi a visita ao Museu e Memorial do Holocausto - o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau. Aí, os participantes na visita tiveram oportunidade de observar o infame portão "Arbeit Macht Frei" e conhecer as origens do campo, o que foi o quotidiano dos prisioneiros, sujeitos a condições desumanas, onde pereceram 1,3 milhões de prisioneiros judeus, além de milhares de outros prisioneiros, como resistentes polacos à ocupação nazi, franceses e italianos. A visita aos edifícios e barracões originais, e a observação do espólio que contêm, às câmaras de gás e fornos crematórios, foram tempo de prestar homenagem a todos os que foram vítimas do Holocausto e do terror nazi. Foram também momento de reflexão e de alerta para os perigos que os desvarios políticos e os totalitarismos, na atualidade, podem levar à ocorrência de genocídio e desrespeito pelos Direitos Humanos.
A coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Fátima Sampaio e Silva